Módulo 7 – A Cultura do Salão

Módulo 7 – A Cultura do Salão

Salão literário – Wikipédia, a enciclopédia livre
Módulo 7 – A Cultura do Salão
França, Revolução Francesa, Guerra Civil, Liberdade

Das “Revoluções” à Revolução

  1. De 1715 a 1815: da morte de Luís XIV à Batalha de Waterloo
  2. Da Europa das monarquias à Europa da Revolução
  3. O filósofo Jean -Jaques Rousseau (1712 -1778)
  4. O Salão: Novo espaço de conforto e intimidade
  5. A declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789)
  6. As Luzes: as rupturas culturais e científicas
  7. Da festa galante à festa cívica, a revolução da sensibilidade
  8. As Bodas de Fígaro, finale (1786(, de W.A. Mozart

Entre o humor e a razão: as artes do século XVIII

  1. A arte rococó
  2. Da Europa para o mundo: a dialéctica Barroco – Rococó no espaço europeu e nas possessões ibéricas do continente americano
  3. O regresso à ordem: o Neoclássico
  4. O urbanismo da Baixa Pombalina, planta de Eugénio dos Santos
Congresso, Governo, Estados Unidos, Poder Legislativo
Neoclássico

1. De 1715 a 1815: da morte de Luís XIV à Batalha de Waterloo

(1715-1815) O século XVIII, entre a Idade Moderna e o início da Contemporânea, foi uma época de transformações económicas e políticas devido à continuidade do Antigo Regime e as novas ideias e conceções (que levaram à Revolução Francesa e às revoluções liberais).

Em Inglaterra, a economia cresceu e houve desenvolvimentos das técnicas de agricultura e do comércio nas colónias. Isto melhorou as condições de vida e o crescimento da população.
Houve também avanços técnicos nos campos aplicáveis à agricultura e à indústria, que deu origem à Revolução Industrial.

2. Da Europa das monarquias à Europa da Revolução

John Locke

No início do século XVIII predominavam na Europa as monarquias de doutrina absolutista, contudo no final deste século a situação alterara-se em grande parte devido ao papel das revoluções liberais que implantaram os primeiros regimes democráticos na Europa.

O liberalismo é uma corrente que defende os direitos e liberdades individuais, tidos como direitos naturais, Este movimento nasceu na Inglaterra em 1688, teve a sua primeira concretização com a Revolução Americana em 1776 e mais tarde, em 1789, na Europa, com a Revolução Francesa, iniciando a Idade Contemporânea.

A sua repercussão foi de tal ordem que suscitou uma série de revoluções em cadeia, atlânticas ou ocidentais, que se prolongaram pelo século XIX.

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3. O filósofo Jean -Jaques Rousseau (1712 -1778)

Ficheiro:Jean-Jacques Rousseau (painted portrait).jpg – Wikipédia ...
3. O filósofo Jean -Jaques Rousseau (1712 -1778)

Jean- Jacques Rousseau foi um filósofo com uma grande influência na época, é iniciador das ideias democráticas, defensor da teoria do bom selvagem, do contrato social e de uma educação progressiva, de experimentação, que fosse no sentido da liberdade natural e moral. Com as suas ideias teve um papel importante para o eclodir da Revolução Francesa.

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4.O Salão: Novo espaço de conforto e intimidade

Com a morte de D. Luís XIV e a retirada dos nobres para as suas mansões, os salões privados animaram-se numa tentativa de reproduzir a vida na corte.

Ambiente confortável, com decorações exuberantes. Era o local onde se reunia a família, se recebiam visitas, e onde se faziam reuniões com os amigos e convidados.
Passavam o tempo a discutir literatura, arte e filosofia, contribuindo para a difusão das ideias iluministas, sendo que as mulheres foram as principais dinamizadoras, desafiando as convenções.

À corte real sucedeu o salão cultural privado, espaço mais pequeno, de conforto e intimidade, onde se discutia, se ouvia e se aprendia, como os das Madames Geoffrin e Tencin.

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5. A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789)

A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão é um documento legislativo que serviu de prefácio à primeira Constituição da França revolucionária, a de 1791. Parte de duas ideias base: a liberdade individual e a igualdade, da qual derivam os direitos à propriedade, à segurança e à resistência à opressão.

Todos estes direitos são considerados direitos naturais e, como tal, invioláveis, imprescritíveis e irrevogáveis.

Os postulados (ou princípios) destes direitos naturais são; o poder maior reside no povo (soberania nacional), sendo o rei apenas o mandatário do povo; e a lei é a expressão da vontade geral.

É instituída a separação dos poderes, sendo que estes deviam ser tripartidos (poder legislativo, executivo e judicial), estando cada função entregue a um órgão independente.

6. As Luzes: as rupturas culturais e científicas

O Iluminismo

Movimento filosófico com raízes no Renascimento e no Humanismo e na Revolução científica.

-Acreditava no valor absoluto da razão e que é a partir do exercício da razão que o Homem se liberta da ignorância e das forças da opressão, e consegue construir conhecimento sobre a Natureza, o Homem e a sociedade.
-Tinham uma visão optimista do futuro, pois achavam que estas ideias levavam ao bem-estar e progresso.
-Os homens não eram valorizados pelo seu estatuto e posição, mas sim pela sua inteligência e razão.

As ideias foram bastante aceites, especialmente na burguesia, e foram espalhadas através de salões, cafés, clubes, Enciclopédias e as lojas maçónicas.

Montesquieu e o Liberalismo

Em “O Espírito das Leis” Montesquieu defende a separação dos poderes, defende a existência de um parlamento eleito que faça as leis; ao rei e ministros ficaria reservado o poder executivo; o poder judicial ficaria reservado aos juízes e aos tribunais

7. Da festa Galante à festa cívica

A festa galante estava associada ao absolutismo, aristocracia, requinte, ostentação, realizada em salões ou em plena natureza, onde dominavam os jogos de etiqueta e de sedução.

Com a Revolução francesa, estas foram substituídas pelas festas cívicas, que comemoravam as datas de acontecimentos importantes para a comunidade ou que exaltavam vitórias e heróis.

8. As bodas de Fígaro

File:Las Bodas de Fígaro-Ensayo41 (36163720550).jpg - Wikimedia ...
8. As bodas de Fígaro

Esta ópera bufa é, especialmente no final, a materialização da ideia da igualdade humana seja qual for a posição social, pois na ópera há relações amorosas entre personagens de diferentes estatutos sociais e a desigualdade de direitos e deveres dos homens e das mulheres.
Mostra também a mentalidade de espírito livre da sociedade rococó.

O último de 4 actos: no meio de um enredo complicado, Fígaro, noivo de Susana conta ao conde o seu propósito de a desposar. O conde então, tenta conquistar os favores de Susana.
Fígaro e a condessa trocam as vestes e papéis para neutralizar o conde, e Fígaro corteja a condessa, e o conde fica furioso pois pensa que está realmente a cortejar a condessa.

Mozart – As Bodas de Fígaro (versão da Real Filarmónica de Berlim)

Entre o humor e a razão: as artes do século XVIII

  1. O Rococó

Nasceu em França com o reinado de Luís XIV e expandiu-se para a Europa, para o Brasil e para o México.
O Rococó aproveita o conceito de ambiente total do barroco, uma obra que inclui todos os estilos de arte, arquitectura, escultura e pintura na mesma obra. Eventualmente diverge dessa ideia pois o Rococó é mais leve, refinado, fantasista e bizarro, usando outros materiais, cores e tamanhos.

Numa 1ª fase começou como um gosto de ornamentação aplicado ao mobiliário, cerâmica, tapeçaria, etc mas na sua 2ª fase tornou-se num estilo próprio aplicado à arquitectura, escultura e pintura.

Pintura do Rococó – Wikipédia, a enciclopédia livre
A Arte Rococó

Itália
Rococó conquista decoração de interiores, a pintura moral a fresco nas igrejas e nos palácios e a pintura sobre tela.

2. Da Europa para o mundo: a dialéctica Barroco – Rococó no espaço europeu e nas possessões ibéricas do continente americano

Europa Central e do Norte
Arquitectura rococó…

Palacio Castillo Arquitectura - Foto gratis en Pixabay
Arquitectura Rococó

Princípios da arquitectura rococó
-Diferenciação dos edifícios de acordo com a sua função
-Traçado exterior simples
-Conceito de interior, que deve proporcionar conforto, comodidade e intimidade
-Utilização de elementos decorativos barrocos, mas de um modo mais liberto, mais sensual
-Novos elementos decorativos (conchas, algas marinhas, rocalhos e chinoiseries)
-Uso de materiais fingidos: falsos mármores, madeiras e estuques pintados
-Enquadrados em jardins, decorados com esculturas

Inglaterra
Rococó resume-se à decoração de interiores e à pintura sobre tela

Espanha
Rococó marcado pelo churriguerismo

Portugal
Azulejo com cor amarela, tema naturalista.

3. O regresso à ordem: o Neoclássico

A arte neoclássica e as suas características

Arte neoclássica
-Criou uma estética própria que tinha por base:
-o estudo e a escolha do mais útil e belo da Natureza
-as obras dos Antigos
-Valorizava-se:
-soluções técnicas inteligentes e engenhosas
-simplicidade estrutural
-clareza e regularidade de formas
-harmonia de proporções, equilíbrio e sobriedade decorativa
-Regresso à ordem, que correspondia aos interesses de uma nova ideologia revolucionária e à criação de uma arte mais inteletualizada

Características
-Técnico-formal:
-procurou o virtuosismo e a beleza idealizada dos Antigos, alcançados através de aprendizagem rigorosa na Academia
-Conceptual e temático:
-recorreu a conteúdos elevados nos quais o belo se confunde com o útil e a estética se aproxima da ética
A arte tornou-se na expressão do triunfo das concepções iluministas e na arte da Revolução.

Inspirou-se nos cânones clássicos estruturais, formais e estéticos da arte clássica mas também soube adaptar os edifícios às exigências da época.

Arquitectura neoclássica

Arquitetura neoclássica em Portugal – Wikipédia, a enciclopédia livre
Arquitectura neoclássica

Características
-Robustez, nobreza, sobriedade e monumentalidade
-Utilização de materiais nobres tradicionais (mármore, granito, madeira) e modernos (ladrilho cerâmico e ferro fundido), de baixo custo e maior funcionalidade
-Sistema construtivo simples (trílico) ou complexo, estruturados a partir do arco redondo de inspiração romana e adotados nos modernos processos técnicos
-Planta: retangulares, geométricas e simétricas, com base no quadrado, no círculo e no triângulo
-Coberturas: abóbada de berço ou de aresta, artesoados e cúpulas nas zonas centrais das construções e assentes em tambores rodeados de colunas com entablamentos circulares
-Aplicação de gramática formal clássica:
-Pórticos colunados
-Frontões triangulares com tímpanos esculpidos
-Entablamentos direitos, de frisos lisos ou decorados
-Obediência formal e estrutual às ordens clássicas mas maior lierdade na utilização dos cânones métricos
-Organização geométrica e formal dos espaços interiores, aliada à preocupação funcional do espaço:
-Elementos estruturais com formas clássicas
-Pintura mural
-Relevo em estuque

Como consequência, a decoração é contida e austera, limitada aos suportes estáticos a ela destinados.

A Escultura Neoclássica

Escultura do neoclassicismo – Wikipédia, a enciclopédia livre
A Escultura Neoclássica

Influências
Iluminista
-Espírito revolucionário
-Racionalismo
Arte Clássica
-Canônes
-Formas de representação
-Ordem, clareza, austeridade, equilíbrio e propósito
-Fundo moralizante

Características
-Formas mais naturalistas
-Roupagens e poses semelhantes às da escultua dos deuses na Grécia e Roma
-Uso do nú e semi nú
-Formas reais e serenas
-Composições simples (1 ou 2 figuras)
-Mais inexpressivos e impessoais
-Frieza e domínio de cânones
-Sem imaginação ou liberdade criativa
-Sobre pedestais ou nichos
-Tinham como objetivo glorificar e imortalizar políticos e figuras públicas
-Temática: histórico, alegórico, mitológico e retrato
-Mármore branco para imitar os romanos (não sabiam que o pintavam)

O Neoclassicismo em Portugal

Portugal, na segunda metade do século XVIII e princípio do século XIX, vivia tempos de contradição em resultado:

  1. Do governo progressista e iluminista do Marquês do Pombal caracterizado pelo retorno ao Classicismo, atendendo às proposta urbanísticas para a reconstrução de Lisboa – estilo pombalino
  2. Da política tradicionalista e católica marcada pela governação de D. Maria I, na qual a corte continuava a preferir o Barroco e o Rococó, como na construção do Palácio de Queluz.
  3. Da decadência política, económica, social, cultural e artística provocada pelas Invasões Francesas, pela fuga da família real para o Brasil e pela dominação inglesa.
  4. Pelas guerras liberais, até cerca de 1852, na sequência da guerra civil.

Assim, o Neoclassicismo só se desenvolveu já em pleno século XIX, mantendo-se ainda no século XX, nas obras monumentais.

4. O Urbanismo da Baixa Pombalina

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4. O Urbanismo da Baixa Pombalina

Após o terramoto de 1755, foi encomendada uma proposta de reconstrução da cidade. Foi assim desenhada uma cidade geométrica, racional e funcional.

-Grelha de perpendiculares e verticais
-Quarteirões rectangulares limitados por 2 praças (Praça do Comércio e o Rossio)
-3 tipologias:
-Edifícios para residências, com 4 pisos, águas-furtadas na cobertura e lojas no piso térreo
-Distribuição do espaço interior dos prédios pouco cuidada, mas com carácter prático e funcional, próprio de uma sociedade urbana
-Sistema de segurança antissísmicos, como a construção da gaiola e guarda-fogos ou corta-fogos entre prédios
-Saneamento e tratamento de pavimentos e passeios foram também acautelados

Questões saídas em Exames Nacionais de História da Cultura de das Artes

Questão nº1

Exame 2017 – 2ª Fase

Questão nº2

Exame 2017 – 2ª Fase

A resposta deve integrar os tópicos seguintes, ou outros igualmente relevantes:
• afirmação do salão como espaço de cultura na primeira metade do século XVIII;
• relevância da elite intelectual na transformação dos valores políticos e sociais;
• transferência da dinâmica cultural da corte de Versalhes para os salões de Paris após a morte de
Luís XIV;
• coexistência, no salão, da sociedade cortesã e das ideias iluministas (ou das Luzes);
• difusão das ideias iluministas nos salões, nos cafés e nas livrarias, através de panfletos, livros e artigos
nos jornais;
• posição crítica dos philosophes face à organização social e política do Antigo Regime;
• publicação de obras de divulgação do conhecimento, como a Enciclopédia;
• associação do requinte e do luxo da elite aristocrática ao gosto pela cultura.

Questão nº3

Exame Nacional 2012 2ª Fase

Na resposta, são tomados em consideração aspectos de ambos os tópicos de
orientação. Devem ser abordados, evidenciando muito bom domínio do tema** e boa
interpretação dos documentos apresentados, sete ou oito dos aspectos seguintes,
ou outros considerados relevantes.
– Os princípios fundamentais do Iluminismo:
• a confiança no progresso através do conhecimento;
• os direitos naturais (liberdade, igualdade) como fundamento para a
reorganização política e social;
• a ideia de contrato social como fonte de legitimidade do poder político;
• a confiança na razão e na ciência como «luzes» para orientar o espírito humano;
• a oposição à intolerância religiosa;
• a condenação dos costumes tradicionais, que impunham limites artificiais à
liberdade individual.
– Os seus meios de difusão:
• os salões, espaços de encontro social das elites intelectuais;
• Madame de Pompadour, exemplo de uma mulher culta e notável da época, que
organizava e dinamizava sessões culturais no campo das artes e das letras;
• os salões, os cafés e os clubes como novos espaços, menos elitistas, de
divulgação do Iluminismo;
• a Enciclopédia, obra que reunia os conhecimentos actualizados sobre as
ciências e as artes;
• as lojas maçónicas.

Questão nº4

Exame Nacional 2017 – 1ª Fase

Respostas: 4.1 D, 4.2 B

Questão nº5

Exame 2016 1ª Fase

Tópicos de resposta:
• pintura neoclássica, inspirada nos cânones da arte clássica (grega e romana);
• carácter político da pintura, com uma orientação ideológica marcada pelos ideais iluministas e pela
Revolução Francesa;
• referência aos valores cívicos da república romana – o patriotismo, o bem comum, a sobriedade;
• execução do retrato de Marat como ícone da Revolução Francesa;
• preferência pelo retrato e pelos temas históricos, alegóricos, mitológicos, heróicos;
• realização do retrato como obra de encomenda e de propaganda ideológica;
• utilização de telas de grandes dimensões;
• composição geométrica, desenho rigoroso e linear, perfeccionismo técnico, em conformidade com os
princípios da Academia;
• predomínio da linha, do contorno e do volume do corpo em relação à cor;
• aplicação de cores sóbrias com pouca variação cromática;
• distribuição da luz e simplicidade do cenário destacando a cena principal.

Questão nº6

Exame 2016 – Época Especial

Tópicos de resposta:
• aprovação do documento no contexto da Revolução Francesa, como afirmação dos princípios
fundamentais do novo regime político;
• contributo do documento para a desagregação do Antigo Regime;
• reconhecimento da existência de direitos naturais e universais, cujo respeito é a essência da vida social;
• redacção do documento influenciada pelo pensamento iluminista;
• concepção deísta na introdução – «sob os auspícios do Ser supremo»;
• defesa da igualdade de todos perante a lei;
• valorização da liberdade dos cidadãos;
• afirmação do princípio do contrato social, definido por Rousseau, que estabelece nos governados a
fonte de soberania dos governantes.

Questão nº7

Exame Nacional 2015 1ª Fase

Tópicos de resposta:
Contexto político, social e cultural
• diminuição da importância da corte de Versalhes após a morte de Luís XIV;
• ausência de conflitos entre nações, contribuindo para um tempo pacífico;
• estrutura social do Antigo Regime, estratificada e hierarquizada em estados ou ordens;
• permanência de um regime de monarquia absolutista;
• sociedade aristocrática, festiva e galante;
• século das Luzes – cultura do iluminismo difundida em salões aristocráticos, cafés, publicações (a
Enciclopédia), onde se conhecem ideias, propostas artísticas, novidades científicas;
• importância da mulher culta, dinamizadora dos salões, como Madame Pompadour e Madame Geoffrin;
• desenvolvimento de um espírito tolerante, crítico, irreverente, intimista e individualista;
• sociedade marcada pela excentricidade e pelos prazeres da vida cortesã, nos quais sobressaem a
sensualidade e o erotismo;
• fuga às imposições canónicas da Academia.
Aspectos temáticos, técnicos e formais
• estilo leve, elegante, refinado, ornamental;
• desenvolvimento de temas variados – mitológicos, bíblicos, cortesãos, bucólicos, pastoris e mundanos,
além do retrato;
• gosto pelos temas galantes, incluindo os jogos do amor, da sedução e do erotismo;
• composições sugerindo movimento e dando particular atenção ao pormenor decorativo, seja na natureza
exuberante, seja na profusão e no requinte dos adereços;
• cromatismo suave com predominância de brancos, cinzas, azuis, rosas e verdes;
• aplicação de formas vegetais, animais ou minerais, procurando efeitos visuais;
• utilização dos motivos exóticos chineses – chinoiseries – nas pinturas e nos objetos decorativos;
• no caso do quadro O Baloiço de Jean-Honoré Fragonard, afirmação do espírito libertino, do erotismo, da
cena galante, da troca de olhares, da vegetação luxuriante e do jogo de prazeres;
• individualidade estilística dos pintores (Fragonard, Boucher, Watteau), divididos entre os adeptos de
uma pincelada rápida e os defensores de uma maior subordinação ao desenho.

Questão nº8

Exame Nacional 2014 – Época Especial

Tópicos de resposta.
A cultura do salão aristocrático:
• desenvolvimento do gosto pela discussão filosófica, política e artística em ambientes privados;
• papel dinamizador da mulher aristocrata na promoção de reuniões e debates culturais;
• intimidade galante do salão, espaço privado dominado pela elegância, conforto e sedução;
• gosto pela fantasia e pelo exotismo;
• utilização da natureza como motivo decorativo;
• salão como local de divulgação das novidades da música, do teatro, da filosofia, das descobertas
científicas e das obras de arte;
• salão como espaço de festa, banquetes, bailes e outros divertimentos;
• abandono da rigorosa formalidade e teatralidade da cultura barroca, evoluindo para a fruição da
sociabilidade.
A decoração do interior dos salões:
• concepção de um ambiente sumptuoso e requintado;
• presença do rocaille na exuberante ornamentação baseada na imitação de arabescos, asas de morcego,
ramagens de acanto;
• decoração dos salões com telas emolduradas, grandes espelhos, porcelanas, relógios, pequenas
esculturas, castiçais e tapeçarias;
• cobertura das paredes e dos sofitos com incrustações de motivos ornamentais em estuque dourado;
• mobiliário sofisticado e diverso, entalhado, esculpido e embelezado com pormenores embutidos em
bronze dourado;
• objetos em porcelana e peças de cerâmica decoradas com as chamadas chinoiseries;
• lustres e candelabros opulentos;
• lareira ricamente decorada;
• inexistência de distinção clara entre decoração e função.

Questão nº9

Exame Nacional 2013 Época Especial

Na resposta, são explicados oito dos aspectos seguintes, ou outros considerados relevantes.
Temas dominantes e sua relação com o contexto social e político:
• história clássica, exaltando as virtudes cívicas e patrióticas;
• evocação de figuras históricas associadas à revolução;
• mitologia clássica, como referência cultural, ensinamento e expressão de eloquência;
• episódios políticos contemporâneos, reveladores de uma intenção propagandística liberal;
• alegorias, simbolizando os valores políticos do liberalismo.
Aspectos técnicos e formais:
• telas monumentais, de grandes dimensões;
• composições geometricamente equilibradas e simplificadas;
• predomínio da linha e do contorno sobre a cor;
• uso de cores lisas, sóbrias e sem gradações;
• tratamento elaborado da luz e dos contrastes claro-escuro;
• inspiração da pintura nos modelos da escultura e da arquitectura.

Questão nº 10

Exame Nacional 2013 1ª Fase

Na resposta, são explicados oito dos aspectos seguintes, ou outros considerados relevantes.
Condições culturais que favorecem a preferência pelo modelo clássico:
• recrudescimento do interesse pela cultura da Antiguidade clássica;
• incremento do conhecimento sobre a produção artística da Antiguidade clássica;
• publicação de estudos de história da arte que enaltecem a beleza e o rigor da arte clássica;
• visão da arte como inspiração para uma cultura cívica baseada nos modelos clássicos;
• criação e consolidação das Academias enquanto pólos difusores do conhecimento sobre a Antiguidade clássica.
Importância da escultura clássica na produção artística:
• visão da escultura clássica como um modelo para a criação artística;
• preferência por temas da mitologia clássica ou pela representação de temas contemporâneos segundo um tratamento
clássico;
• representação das figuras humanas, na pintura ou na escultura, baseada em cânones escultóricos do classicismo;
• proliferação, na arquitectura, de relevos e estátuas ornamentais com sentido alegórico;
• preferência pelo mármore branco como material escultórico.

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